Guia da Música Digital

O mercado da música digital tem regras e algumas diretrizes que devem ser seguidas e concretizadas de forma oficial e correta. Aqui apresentamos um guia que deve esclarecer algumas dúvidas.

Dados para um lançamento digital

- Músicas em .wav 16-bits, 44.1 KHz

- Capa com no mínimo 3000 x 3000 px, jpg

- ISRCs

- Release do artista e da música de trabalho

- Informações autorais 

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Redes Sociais

Estar ativo nas redes sociais:

- Variar postagem: fotos e vídeos.

- Instagram, Stories tem respostas melhores do que o Feed, mas é preciso trabalhar ambos. Importante usar Reels e IGTV.

- Utilizar página no Facebook e Instagram comercial.

- Ter pelo menos Instagram e Facebook. Utilizar TikTok e outras redes desde que consiga mantê-las atualizadas.

- Manter imagens de ícone e banner atualizadas, e trocar de acordo com lançamentos recentes.

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Pagamentos das lojas

Cada loja tem um acordo diferente de pagamento que pode variar. Ele pode ser mensal, trimestral ou semestral. Os valores repassados são calculados em cima de propagandas, assinantes pagos, quantidade de plays que as músicas recebem, entre outros fatores, além de taxas e descontos que a própria loja pode aplicar (sobre os quais não temos controle)

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Obra

De maneira geral,  uma  Obra é definida como  composição, e engloba o título, a letra e a melodia. Os detentores dos direitos das obras  são os autores e as editoras.

Sempre um artista desejar usar uma obra em qualquer situação,  seja show, gravação,  filme, etc. é obrigatório obter uma autorização da editora em que ela se encontra. Caso a obra seja uma versão de outra obra musical, o versionista também pode se tornar um titular de direito autoral mediante a concordância do autor da obra original.

Quando a obra é formada pela melodia, harmonia e ritmo, é denominada música. Se além destes três elementos existir o título e a letra, é chamada obra lítero-musical.Quando  a obra é transformada e fixada em suporte, ela passa a ser um fonograma.

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Fonograma

É considerado FONOGRAMA: a fixação dos sons de uma interpretação de obra musical em suporte material. Ou seja, é a gravação da obra;

Videofonograma, por sua vez, é a gravação de som e imagem de uma interpretação musical, ou seja, os vídeos musicais.

Os titulares envolvidos em um fonograma são os intérpretes, os músicos acompanhantes e o produtor fonográfico. O produtor é a pessoa (física ou jurídica) que toma a iniciativa da gravação e tem a responsabilidade econômica da primeira fixação do fonograma. Pode caber ao produtor também a direção artística do produto. Os direitos autorais ligados ao fonograma são chamados direitos conexos.

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Pagamento por obras - via ECAD ou UBEM

É calculado de acordo com sua execução (distribuição direta ou indireta), o local (cinema, show, TV, etc.), versão (ao vivo, etc.), entre outras variantes. Do valor arrecadado sempre se desconta o custo de administração do Ecad, das associações e das editoras .

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ISRC

O ISRC (International Standard Recording Code) é um código que identifica uma música específica. Pode ser considerado o RG da uma música.

- Cada gravação deverá ter seu próprio e único ISRC.

- Os códigos de ISRC também precisam ser cadastrados no Ecad através da associação em que o Produtor Fonográfico está filiado para que os direitos conexos sejam distribuídos. Com o ISRC devidamente cadastrado no Ecad, quando a música é executada, o código ISRC permite reconhecer os titulares e os percentuais correspondentes aos seus direitos, fazendo com ocorra a devida distribuição e arrecadação de direitos conexos.

- Toda nova gravação ou a sua modificação deve ter um novo ISRC. Não está permitida a reutilização de um ISRC, anteriormente fixado, para uma outra gravação.